Tínhamos que arrumar e empacotar as malas, fazer o check out e presumimos que isso demoraria. No final das contas, foi tudo muito rápido. Tomamos café e ficamos mofando umas três horas no hall do hotel esperando o horário de ir para o terminal do Buquebus fazer a travessia de Buenos Aires para Colonia del Sacramento (Uruguai).
Como iríamos mudar de país, tivemos que passar por todo o procedimento de imigração (de novo!).
O terminal do Buquebus é maravilhoso! Muito mais bonito do que muitos aeroportos que já vi por aí.
| Terminal do Buquebus - Saguão principal - Buenos Aires |
| Terminal do Buquebus - Sala de embarque - Buenos Aires |
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| Buquebus Sílvia Ana - Travessia Buenos Aires/Colonia del Sacramento - Rio de La Plata (imagem extraída da internet) |
A TRAVESSIA
Hoje o dia estava ensolarado, mas frio (cerca de 10ºC). A previsão do tempo era de 6ºC em Montevidéo, com possibilidade de chuva... Estávamos fritos....
A travessia foi super tranquila, o rio é muito calmo. Como o Buque é muito grande, nem dá pra sentir o balanço do barco.
Lá dentro é tudo de bom! Os assentos são bem confortáveis, é tudo muito grande!
Eu até dei uma passeada por lá, e realmente as coisas são bem mais baratas que no freeshop dos aeroportos. Mas, mesmo assim, não tive a compulsão de comprar nada.
O barco também possui lanchonetes nos dois andares.
A travessia foi tão tranquila que deu até pra tirar um cochilo...
Então, 1hora depois, chegamos a Colonia del Sacramento.
| Colonia del Sacramento - Uruguai |
| Colonia del Sacramento - Uruguai - Terminal Buquebus |
No desembarque das bagagens foi ainda pior! O terminal possui 3 esteiras, mas não existe qualquer regra para o desembarque das bagagens. Elas vão sendo colocadas aleatoriamente. Só para se ter uma ideia, nós estávamos com 3 malas e cada uma saiu numa esteira diferente, em momentos diferentes. A última mala nós achamos que tivéssemos perdido, pois foi uma das últimas a sair. Nota zero para o terminal do Buquebus em Colonia.
Logo na frente do desembarque, haviam vários ônibus da Buquebus* esperando para o embarque pra Montevidéo. Também não existia nenhuma regra. Era uma fila única e, à medida que o ônibus enchia, passava-se para o outro. Pelo menos os ônibus eram novos e confortáveis.
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| Ônibus Buquebus (imagem extraída da internet) |
Saímos para fazer o trecho até Montevidéo. Infelizmente, o ônibus não passa por dentro da cidade. Então, perdemos a oportunidade de conhecê-la. Dizem que Colonia é linda! Quem sabe uma próxima vez...
A viagem foi muito tranquila. O Uruguai é um planalto sem fim. Muito mais reto que Brasília. A estrada é um tapete e parecia que o motorista estava voando...
A paisagem é muito bonita. Muitos campos de pastagem alternando com plantações.
Enfim, chegamos a Montevidéo. O desembarque foi no Terminal Tres Cruces.
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| Terminal Tres Cruces - Montevideo |
O lugar estava lotado! Não sabíamos pra onde ir!
Tínhamos que trocar dinheiro, ou não teríamos nem como pegar um táxi.
Fomos fazer o câmbio na rodoviária, mesmo sabendo que iríamos ter um prejuízo. Mas não tínhamos escolha. O câmbio oficial estava a $10,00, mas trocamos por $9,70.
Trocamos, novamente, o suficiente para pequenas despesas.
Nem estava tão frio assim. Devia estar fazendo uns 15ºC, mas ventava bastante. E o céu estava completamente azul!
Fomos pegar um táxi, e aí veio o 2º choque!
Os carros têm um vidro blindado separando o motorista dos passageiros. O carro que nós pegamos estava nojento, imundo, batido, ficamos até com medo. Nossa bagagem não coube toda no porta malas, então uma mala foi no banco da frente, junto com o motorista.
Então, pedimos para ir ao hotel. O motorista não entendia nada que falávamos e vice-versa. Falei o nome do hotel e ele não sabia. Falei o nome da rua e ele foi se encaminhando pra lá.
Quase surtamos dentro do táxi. O motorista foi passando por uns lugares tão estranhos, que achamos que estava nos sequestrando. Era domingo, não tinha muito movimento nas ruas, uma sujeira horrível, lugares horrorosos! Nossa primeira impressão da cidade foi a pior possível!
Enfim, chegamos ao hotel. Abaixo do vidro blindado do táxi, tem um compartimento, tipo uma gavetinha, onde você coloca o dinheiro e recebe o troco. Pagamos, mas ficamos esperando o taxista sair do carro para descermos. Sei lá, depois ele ia embora com as nossas malas... Cara estranho...
Nosso hotel era interessante à primeira vista.
| Hotel Embajador - Montevideo |
Bem, foi só a primeira impressão mesmo...
Acho que, na verdade, tivemos um choque cultural... Tínhamos saído de um hotel 3 estrelas em Buenos Aires que era simplesmente sensacional para cair num hotel 4 estrelas em Montevideo que parecia não ter nem metade das estrelas que sustentava.
A parte comum do hotel (saguão, restaurante) era bacana, sem dúvida. Mas o quarto...
Pra começar: carpete. Da década de 70 (pelo visto...). Imundo! Encardido!
Os cobertores estavam puídos, com buracos, e pareciam aqueles cobertores de mendigo (um cinza, feito de restos de confecção)!
A porta do frigobar não fechava, estava empenada...
Pelo menos o quarto era aquecido e a água do banheiro era quente...
Já eram umas 5horas e estávamos mortos de fome! Não havíamos comido nada durante o dia, só o café da manhã.
Descemos até o saguão e perguntamos à uma das recepcionistas onde poderíamos comer alguma coisa. (O hotel não tinha serviço de lanchonete ou restaurante. Eles servem apenas o café da manhã). Ela gentilmente nos disse que não aconselhava que saíssemos do hotel à noite, sozinhos, pois era muito perigoso. Mesmo para pegar táxi teríamos que ser cuidadosos. Estávamos hospedados bem no centro, e a região é bem perigosa (e feia!). Ótima referência...
Para nossa sorte, bem na esquina tinha um restô, e fomos lá mesmo.
| Resto Bar San Rafael - Montevideo |
Não sei se a fome era negra, ou se a comida era realmente saborosa, mas adoramos e devoramos tudo o que pedimos. (a comida era boa mesmo, nós voltamos no dia seguinte).
Eu pedi um strogonoff de frango (a primeira vez desde o início da viagem que comi arroz...), meu irmão pediu um bife de frango com batatas fritas e minha mãe pediu um omelete de queijo e presunto. Hummm, tudo delicioso. O tempero da comida uruguaia é mais próximo ao nosso, diferentemente da comida sem tempero da Argentina.
Terminamos nossa refeição e voltamos (correndo!) pro hotel. Por hoje chega!



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