terça-feira, 21 de agosto de 2012

!Hola Mi Buenos Aires!

Acordamos com o dia ainda escuro, mas tínhamos que pegar a van das 7h para chegar ao aeroporto com a antecedência indicada. Conforme instruções do agenciador, o check in deveria ser feito 3h antes do embarque (ninguém merece!!!).
Tomamos banho, arrumamos tudo, empacotamos as malas e fomos tomar café.
Tivemos que correr, pois o horário estava apertado, a outra van só sairia 1 hora depois.
Foi uma pena, pois o café da manhã estava uma delícia, merecia ser degustado com calma...
O dia estava gelado, o tempo super fechado, mas não estava chovendo (que alívio!). Comecei a achar que as roupas que frio que eu tinha trazido não seriam o suficiente para suportar o frio em Buenos Aires, pois, em Guarulhos eu já estava congelando!
Fizemos o check in, passamos pela imigração, e ficamos esperando o horário do nosso vôo. Passeamos em todas as lojas do aeroporto, ouvimos música, lemos revistas, tudo pra ajudar o tempo a passar. Finalmente, o embarque!
Mais uma vez, o vôo estava absolutamente lotado! Achei o avião da Aerolíneas Argentinas meio capenga. O couro dos bancos descosturado em alguns lugares, encardido, o chão meio sujo, parecia avião velho e mal cuidado. Para um vôo internacional, fiquei decepcionada!
Também achei o avião muito apertado, o espaço entre os bancos era bem menor que o do avião da TAM da Superponte Aérea BH/SPO. Eu sou pequena (tenho 1,60m), mas fiquei incomodada, meio claustrofóbica.


imagem extraída da internet
O vôo saiu britanicamente no horário: 10h45.
O vôo foi super tranquilo. Pegamos um pouco de turbulência até chegar na altitude de vôo internacional, pois o tempo estava muito fechado, mas, depois disso, foi muito tranquilo.
O lanchinho veio numa embalagem super simpática, mas não era lá essas coisas...

imagem extraída da internet
Quando o avião começa a baixar para iniciar o procedimento de pouso, começamos a sobrevoar o Rio de La Plata. É super-estranho! O rio não acaba nunca! O avião vai descendo, descendo, descendo, você acha que ele vai pousar na água, e, de repente, aparece a pista do aeroporto. (Depois, no Uruguai, ficamos sabendo que o Rio de La Plata tem mais de 200km de extensão).
O pouso foi como uma pluma (desculpem o trocadilho...), muito bom! O dia estava ensolarado e fomos informados que a temparatura externa era de 14ºC. Muito melhor do que em São Paulo...
Desembarcamos, passamos pela imigração, pela aduana, e saímos da área de desembarque. Nosso receptivo da CVC já estava nos esperando: Jonathan - um brasileiro (que bom, alguém que a gente entende) nos recebeu calorosamente e nos levou para o carro. Javier - o motorista argentino, nos levou ao hotel. Não foi muito de papo, mas respondia educadamente as perguntas que fazíamos.
Ficamos abismados como as avenidas de Buenos Aires são largas!



Av. 9 de Julio
 

Av. 9 de Julio
 Passamos pela Avenida 9 de Julio, onde fica o obelisco (voltaremos aqui depois) e fomos para o hotel. Deparamos com uma manifestação que fechava uma das ruas de acesso ao hotel e tivemos que dar a volta.

Fachada do Hotel D'Artist - Buenos Aires

Quarto do hotel D'Artist - Buenos Aires
O Hotel D'Artist (http://www.hoteldartist.com/_por/04_contacto.htm) fica bem no Centro, entre a Plaza de Mayo e o obelisco da Av. 9 de Julio.  Não é muito grande, super simpático, as acomodações são ótimas, as camas box, quarto aquecido, chuveiro e pia com água quente, muito gostoso, aconchegante.
Fizemos o check in e saímos para comer alguma coisa. Já eram umas 17h e não tínhamos nem almoçado!
Como não tínhamos trocado dinheiro ainda e não conhecíamos nada nas proximidades, lembramos que no caminho para o hotel passamos por  uma lanchonete Burguer King. Fomos lá mesmo e pagamos com cartão.
Nosso 1º mico: pedimos o lanche pelo número, para não ter grandes problemas com a língua (nenhum de nós fala espanhol!). Meu irmão pediu um whopper (não lembro o número), eu e minha mãe pedimos um sanduíche de frango (n.º 7). Ao pedir para a atendente, pedimos "dos número siete". Ela retrucou: "dos"? E nós respondemos: "sí, dos". Resultado: ela nos deu dois sanduíches n.º 2 (que era de churrasco). Mas só fomos ver na hora de comer. Enfim, comemos isso mesmo... Deixa pra lá...
Como já estávamos na Av. 9 de Julio, fomos dar um passeio.
Obelisco - Av. 9 de Julio
Obelisco - Av. 9 de Julio
Demos uma volta pela Avenida e, com o dia já se pondo, voltamos ao hotel para descansar um pouco. À noite, fomos (à pé) até a Calle Florida para tentar trocar dinheiro. O nosso receptivo da CVC havia nos dito que as casas de câmbio ficavam abertas até as 19h (então ficamos tranquilos). Nossa surpresa: as casas de câmbio fecham às 15h. Ficamos sem dinheiro local. 
Passeando pela Florida, ao atravessar a Avenida de Mayo, vimos uma construção ao fundo toda iluminada de luzes cor-de-rosa. Falei com o meu irmão "deve ser a Casa Rosada", e morremos de rir. E não é que era mesmo?


Casa Rosada - Plaza de Mayo - Buenos Aires
 Fomos até lá e descobrimos que aquela era a Plaza de Mayo, palco de lutas e revoluções. Lá estão vários prédios do governo e a Catedral Metropolitana (maravilhosa). Depois a gente volta nesse assunto.
Estávamos esgotados. Voltamos ao hotel e fomos dormir.

Um à parte: câmbio.
Tivemos muitas informações sobre câmbio antes de viajar. Todas elas nos alertavam a não trocar o dinheiro aqui no Brasil e nem mesmo no aeroporto de Buenos Aires, pois teríamos prejuízo. Nesses locais eles fazem o câmbio mais baixo.
Como não tínhamos a intenção de trocar grandes somas em dinheiro (preferíamos usar sempre o cartão de crédito), não fizemos muito alarde. Só queríamos dinheiro trocado para pegar táxi e fazer pequenos gastos (com lanche, café, ou pagar entrada em alguns lugares).
Sabíamos que o câmbio Real x Peso Argentino estava em torno de $2,20 (segundo pesquisas que fizemos na internet um dia antes de viajar).
Deixamos para trocar o dinheiro em uma casa de Câmbio, que cobrou $2,17 (no aeroporto estava $2,09).

Outro à parte: segurança.
Lemos muita coisa falando sobre a quantidade de assaltos em Buenos Aires, principalmente no metrô. Evitamos esse meio de transporte, mas andamos de ônibus e achamos muito tranquilo. Andamos à noite pelas ruas, à pé, inclusive de madrugada. Não tivemos nenhum problema. Achamos a cidade muito tranquila, segura, com ruas bem movimentadas.
De qualquer maneira, andávamos sempre como o dinheiro (notas mais altas) dentro da doleira (aquela "pochete" que fica por dentro da roupa), por questão de segurança, e só andávamos com o dinheiro mais trocado na carteira. No final já estávamos mais desencanados, mas vale a dica.

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