sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Tango

Estávamos aguados para ver uma apresentação de tango. Já havíamos sido alertados que as casas tradicionais eram um tremendo engodo, para abocanhar dinheiro dos turistas.
E realmente! O guia da CVC nos apresentou um panfleto com algumas opções e, o tradicional Señor Tango sairia cerca de US$200,00 por pessoa (isso mesmo, 200 dólares)! Um absurdo! O passeio incluía o traslado do hotel para a casa de shows e a volta, jantar completo com vinho, o ingresso do show, mas, mesmo assim, por esse valor, nem pensar!

Optamos por um show mais intimista, tradicional (sem muita firula), e mais barato. Logo, acabamos matando 2 coelhos de uma só vez. Optamos por ir ao Café Tortoni, pertinho do Hotel em que estávamos (cinco quarteirões, que fizemos à pé) e que oferecia, também, o show.
Café Tortoni - Buenos Aires

Café Tortoni - Buenos Aires
O Café Tortoni tem a mesma aparência desde a sua inauguração, em 1858. O lugar é lindo, com espelhos, lustres e um vitral maravilhoso.
Café Tortoni - Buenos Aires
No subsolo, funciona a casa de shows onde acontecem as apresentações de tango.
Existem dois tipo de espetáculo: um mais simples (e mais barato), onde somente um casal faz uma apresentação de aproximadamente 1/2 hora, e outro, mais completo em que cinco casais fazem uma apresentação de mais ou menos 1 hora.
Chegamos ao Café Tortoni tipo umas 20h30 e as apresentações até 22h00 já estavam com lotação esgotada, optamos, portanto, pela apresentação das 22h30, que, por sinal, era a tal mais completa. O ingresso sai a $130,00 por pessoa.
Ficamos no café fazendo hora e degustando as delícias do lugar. Os cafés argentinos são os melhores!
Uns 15min antes do início do show, descemos para o subsolo. O lugar parece que era, inicialmente, uma adega. É muito escuro e não pode utilizar máquinas com flash. Portanto, as fotos ficaram bem prejudicadas.
Café Tortoni - Buenos Aires

Café Tortoni - Buenos Aires

Café Tortoni - Buenos Aires
Café Tortoni - Buenos Aires
A apresentação é muito bacana! O apresentador vai contando uma história, desde as origens do tango, passando por todas as fases da história, inclusive a parte folclórica do tango.
Eu gostaria de ter entendido melhor o que o apresentador dizia, pois os espectadores morriam de rir a todo momento das piadas e dos comentários que ele fazia... Da próxima vez levo um intérprete...

Neste dia, aproveitei pra tomar uma tacinha de vinho...

Aí, na saída, tiramos uma onda...
Café Tortoni - Buenos Aires

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Día Primero

Antes de viajar, havíamos feito um tipo de planejamento da nossa estadia em Buenos Aires. Ficaríamos 3 dias na cidade e os dividiríamos assim:
1º dia) city tour;
2º dia) circuito parques (zoológico, jardim japonês);
3º dia) circuito compras (Florida, Galeria Pacífico, outlets).
Porém, as coisas não correram bem assim....

DÍA PRIMERO
Como o dia anterior tinha sido super cansativo, acordamos e já eram mais de 9h. Fomos tomar café (uma delícia! Farto, variado, apesar das referências que havíamos tido de que o café da manhã dos hotéis era super fraco...). Detalhe que os argentinos não têm o hábito que comer pão de sal. O pão de sal deles é o croissant (ou media luna)... Tudo quanto é lugar tem as tais medias lunas - doce e sem sabor (que seria a salgada). Simplesmente delicioso!!!


Café da manhã do Hotel D'Artist
Depois do café, fomos à Calle Florida para trocar dinheiro, pois ainda não tínhamos conseguido. O melhor que conseguimos foi o câmbio a $2,17 (a taxa de câmbio oficial era $2,20). Trocamos cerca de R$200,00 em pesos argentinos para as pequenas despesas (táxi, lanches, entradas) e fomos para o quiosque do Bus Turístico comprar o ticket.
Qual não foi a nossa surpresa ao ver que tinha umas 300 pessoas na fila, e os ingressos já estavam esgotados até 13h30!!! Uma decepção...
E agora, o que iríamos fazer??? Nosso planejamento foi por água abaixo...
Minha mãe lembrou que na esquina da rua do nosso hotel ela tinha visto um ônibus com o destino "Recoleta". Resolvemos arriscar e fomos pegar o tal ônibus. Não demorou nem 5min e ele veio. É muito barata a passagem: $1,10 (cerca de R$0,50), e o ônibus não tem trocador. Logo atrás do motorista tem uma máquina onde você pode colocar um tícket ou moedas. Ou você compra o bilhete de embarque antecipadamente (não sei onde) e insere o ticket referente à passagem, ou insere moedas. A máquina não aceita notas e o motorista não troca dinheiro. O ônibus estava vazio e fomos numa boa.
OBS.: tenho que fazer um comentário aqui. Foi um choque quando entramos no ônibus e descobrimos que tinha som ambiente e naquele exato momento estava tocando "Ai se eu te pego", do Michel Teló! E o pior: tinha um molequinho dentro do ônibus com a mãe e ele bem estava cantando a música... Sair do Brasil e ouvir Michel Teló na Argentina, ninguém merece!!!! Aí a gente morre de vergonha de ser brasileiro...

O ônibus parou no ponto final, na Av. del Libertador, ao lado da Faculdade de Direito (uma belíssima construção do séc. XIX e de onde saíram 15 Presidentes da República e 4 Prêmios Nobel.


Faculdad de Derecho - Buenos Aires
 

Faculdad de Derecho- Buenos Aires
 Bem ao lado da Faculdade de Direito, na Plaza de La Naciones Unidas, está a famosa Floralis Generica: uma escultura de aço e alumínio de 20m de altura, em forma de flor com seis pétalas, desenvolvida pelo arquiteto Eduardo Catalano. Originalmente, a flor de abria quando havia sol, e se fechava à noite. Mas, tivemos notícia que após o falecimento do artista, o mecanismo estragou e não encontraram ninguém que tivesse conhecimento para consertá-lo. O governo diz que seu conserto é inviável, por ser muito caro. Portanto, a flor fica constantemente aberta. À noite, ela tem uma bela iluminação vermelha no seu interior.

Floralis Generica - Buenos Aires
 
Floralis Generica - Buenos Aires


Floralis Generica - Buenos Aires
Infelizmente, no dia que fomos, o espelho d'água estava em manutenção, então, estava vazio. Mas, mesmo assim, a Floralis é maravilhosa!

Depois, resolvemos pegar um táxi e ir até a Livraria El Ateneo. Já tínhamos visto na internet que o lugar era maravilhoso, e não podíamos deixar de visitar. O lugar é simplesmente deslumbrante!!!

Livraria El Ateneo - Buenos Aires


Livraria El Ateneo - Buenos Aires

Livraria El Ateneo - Buenos Aires

Livraria El Ateneo - Buenos Aires
A livraria El Ateneo Grand Splendid está instalada onde antes era o Teatro Grand Splendid, construído em 1919. Em 1926 passou a funcionar como cinema e em 2000 foi adquirido pelo grupo de livrarias que fez a adaptação do espaço, se mantendo fiel à estrutura do teatro. Nas galerias, o lugar das poltronas foi ocupado por livros, CDs e DVDs. No subsolo funciona a seção infantil e, nos andares superiores, galerias de arte. O palco foi transformado em um café, onde costumam ter apresentações de piano. Ao todo são quatro andares. Foi classificada pelo jornal britânico The Guardian como a segunda livraria mais bonita do mundo (a primeira está na Holanda).

Saímos da livraria e pegamos a Av. Callao, descendo em direção a Av. del Libertador. Paramos no caminho para um sorvetinho no Freddo. Pedi uma Bocha bañada (1 bola de sorvete com cobertura de chocolate quente, que dá aquela casquinha crocante) de frutilla (morango) - $7,00. Imperdível!!!

Sorveteria Freddo - Buenos Aires
Dizem que o sorvete de Dulce de Leche é sensacional. Quem sabe na próxima...
Continuamos a nossa descida, sempre à pé, maravilhados com a arquitetura da cidade. É tudo muito antigo, mas muito bem conservado. As ruas são largas e arborizadas. Infelizmente, como estávamos no inverno, as árvores haviam perdido as folhas, mas, mesmo assim, pudemos apreciar a beleza do bairro.

Bairro Recoleta - Buenos Aires


Bairro Recoleta - Buenos Aires


Bairro Recoleta - Buenos Aires
 Chegando, de novo, na Av. de Libertador, nos dirigimos em direção ao Bairro do Retiro. Como já estava na hora do almoço, resolvemos parar no Shopping Patio Bullrich para comer alguma coisa. Não sabíamos que esse shopping era um dos mais chiques da cidade, onde ficam as lojas de grifes internacionais e rodeado por hotéis 5 estrelas!


Shopping Patio Bullrich - Buenos Aires (imagem extraída da internet)

Shopping Patio Bullrich - Buenos Aires
Fomos para a praça de alimentação ver o que o shopping nos oferecia. Além de alguns bistrôs (chiquérrimos) e restaurantes variados, também tinham alguns fast foods (Mc Donalds, inclusive). Optamos por uma casa de massas, ao estilo "Spoleto". Você escolhe o tipo de massa, o tipo de molho (que pode ser mais de um, inclusive) e monta o seu combo. Eles também oferecem algumas sugestões. Muito gostoso e barato! (Optei por um combo com um prato de fusili tricolor e molho à bolonhesa de frango e 1 refrigerante - $44,00.) A porção é super bem servida e vem acompanhada de dois pãezinhos e um copinho com queijo ralado.


Restaurante Mondo Spaghetti - Shopping Patio Bullrich - Buenos Aires

Restaurante Mondo Spaguetti - imagem extraída da internet

Depois do almoço, continuamos nossa caminhada em direção ao Bairro do Retiro, até que chegamos à Plaza San Martin. Do lado contrário, atravessando a Av. del Libertador, encontra-se a Torre Monumental ou Torre de Los Ingleses.

Torre de Los Ingleses - Buenos Aires

Torre de Los Ingleses - Buenos Aires
 Essa torre, inaugurada em 1916, tem 60m de altura, 5 sinos de bronze e um relógio de 4,4m de diâmetro (conhecido como o Big Ben portenho), foi construída a mando dos descendentes da Rainha Elizabeth em homenagem ao centenário da independência da Argentina. Depois da Guerra das Malvinas, teve o seu nome trocado para Torre Monumental, para retirar a referência aos britânicos.


Torre de Los Ingleses - Buenos Aires
 Atravessando novamente a Avenida del Libertador, chegamos à Plaza San Martin.
Logo ao chegarmos, nos deparamos com o monumento em homenagem aos soldados mortos na Guerra das Malvinas (bem de frente à Torre de Los Ingleses). Lá ao fundo o monumento sustenta diversas placas de granito preto com os nomes de todos os soldados mortos.

Monumento aos mortos na Guerra das Malvinas - Buenos Aires

No pilar à frente do monumento, que sustenta a bandeira Argentina, a seguinte inscrição:

Monumento aos mortos na Guerra das Malvinas - Buenos Aires
 Subindo as escaradarias da Plaza, e chegando ao segundo patamar, temos uma visão privilegiada da Torre Monumental.



Plaza San Martin - Buenos Aires
 
A Plaza San Martin é linda! Enorme, muito arborizada e rodeada de prédios luxuosos das tradicionais famílias portenhas. Um desses prédios é o Edifício Kanavagh, inaugurado na década de 30 era o maior arranha-céu da América Latina.  Aos fundos, a Basílica del Santíssimo Sacramento.
Edifício Kanavagh - Buenos Aires (imagem extraída da internet)
Continuando nossa caminhada nessa praça sem fim, chegamos ao monumento em homenagem ao General San Martin.  Esse General derrotou alí, os ingleses, em 1807.
Monumento ao General San Martin - Buenos Aires
Andando mais um pouco, deparamo-nos com o Palácio San Martin. Construído nos primeirosanos do séc.XX, como residência da Senhora Mercedes Castellanos de Anchorena e seus filhos, serviu de cenário para grandes acontecimentos sociais do país, como o famoso baile do centenário da independência, em 1916. Em 1935 passou para as mãos do Estado, quando recebeu seu nome atual, em homenagem ao libertador da América. Atualmente abriga a sede do cerimonial da chancelaria argentina.
Palácio San Martin - Buenos Aires

Palácio San Martin - Buenos Aires
Consultando o mapa da cidade, descobrimos que a Calle Florida começava (ou acabava) na Plaza San Martin. Então, resolvemos ir à pé pro Hotel, pegando a Florida no início ao fim! 
Andamos até quase morrer!!! Fomos olhando as lojas pelo caminho, demos uma passada na Galería Pacífico...

Galerías Pacífico - Buenos Aires

Galerías Pacífico - Buenos Aires

A Galería é linda de morrer... Demos uma voltinha rápida lá dentro e e já não estávamos mais achando a menor graça em nada, de tão cansados que estávamos!!!
OBS.: achamos os preços das lojas da Florida e da Galería Pacífico muito caros. Muitas coisas mais caras que aqui no Brasil. Não valia à pena fazer compras...

Chegamos no Hotel tipo umas 18h, mortos de cansaço. Fomos descansar um pouco, pois à noite o Tango nos aguardava...

!Hola Mi Buenos Aires!

Acordamos com o dia ainda escuro, mas tínhamos que pegar a van das 7h para chegar ao aeroporto com a antecedência indicada. Conforme instruções do agenciador, o check in deveria ser feito 3h antes do embarque (ninguém merece!!!).
Tomamos banho, arrumamos tudo, empacotamos as malas e fomos tomar café.
Tivemos que correr, pois o horário estava apertado, a outra van só sairia 1 hora depois.
Foi uma pena, pois o café da manhã estava uma delícia, merecia ser degustado com calma...
O dia estava gelado, o tempo super fechado, mas não estava chovendo (que alívio!). Comecei a achar que as roupas que frio que eu tinha trazido não seriam o suficiente para suportar o frio em Buenos Aires, pois, em Guarulhos eu já estava congelando!
Fizemos o check in, passamos pela imigração, e ficamos esperando o horário do nosso vôo. Passeamos em todas as lojas do aeroporto, ouvimos música, lemos revistas, tudo pra ajudar o tempo a passar. Finalmente, o embarque!
Mais uma vez, o vôo estava absolutamente lotado! Achei o avião da Aerolíneas Argentinas meio capenga. O couro dos bancos descosturado em alguns lugares, encardido, o chão meio sujo, parecia avião velho e mal cuidado. Para um vôo internacional, fiquei decepcionada!
Também achei o avião muito apertado, o espaço entre os bancos era bem menor que o do avião da TAM da Superponte Aérea BH/SPO. Eu sou pequena (tenho 1,60m), mas fiquei incomodada, meio claustrofóbica.


imagem extraída da internet
O vôo saiu britanicamente no horário: 10h45.
O vôo foi super tranquilo. Pegamos um pouco de turbulência até chegar na altitude de vôo internacional, pois o tempo estava muito fechado, mas, depois disso, foi muito tranquilo.
O lanchinho veio numa embalagem super simpática, mas não era lá essas coisas...

imagem extraída da internet
Quando o avião começa a baixar para iniciar o procedimento de pouso, começamos a sobrevoar o Rio de La Plata. É super-estranho! O rio não acaba nunca! O avião vai descendo, descendo, descendo, você acha que ele vai pousar na água, e, de repente, aparece a pista do aeroporto. (Depois, no Uruguai, ficamos sabendo que o Rio de La Plata tem mais de 200km de extensão).
O pouso foi como uma pluma (desculpem o trocadilho...), muito bom! O dia estava ensolarado e fomos informados que a temparatura externa era de 14ºC. Muito melhor do que em São Paulo...
Desembarcamos, passamos pela imigração, pela aduana, e saímos da área de desembarque. Nosso receptivo da CVC já estava nos esperando: Jonathan - um brasileiro (que bom, alguém que a gente entende) nos recebeu calorosamente e nos levou para o carro. Javier - o motorista argentino, nos levou ao hotel. Não foi muito de papo, mas respondia educadamente as perguntas que fazíamos.
Ficamos abismados como as avenidas de Buenos Aires são largas!



Av. 9 de Julio
 

Av. 9 de Julio
 Passamos pela Avenida 9 de Julio, onde fica o obelisco (voltaremos aqui depois) e fomos para o hotel. Deparamos com uma manifestação que fechava uma das ruas de acesso ao hotel e tivemos que dar a volta.

Fachada do Hotel D'Artist - Buenos Aires

Quarto do hotel D'Artist - Buenos Aires
O Hotel D'Artist (http://www.hoteldartist.com/_por/04_contacto.htm) fica bem no Centro, entre a Plaza de Mayo e o obelisco da Av. 9 de Julio.  Não é muito grande, super simpático, as acomodações são ótimas, as camas box, quarto aquecido, chuveiro e pia com água quente, muito gostoso, aconchegante.
Fizemos o check in e saímos para comer alguma coisa. Já eram umas 17h e não tínhamos nem almoçado!
Como não tínhamos trocado dinheiro ainda e não conhecíamos nada nas proximidades, lembramos que no caminho para o hotel passamos por  uma lanchonete Burguer King. Fomos lá mesmo e pagamos com cartão.
Nosso 1º mico: pedimos o lanche pelo número, para não ter grandes problemas com a língua (nenhum de nós fala espanhol!). Meu irmão pediu um whopper (não lembro o número), eu e minha mãe pedimos um sanduíche de frango (n.º 7). Ao pedir para a atendente, pedimos "dos número siete". Ela retrucou: "dos"? E nós respondemos: "sí, dos". Resultado: ela nos deu dois sanduíches n.º 2 (que era de churrasco). Mas só fomos ver na hora de comer. Enfim, comemos isso mesmo... Deixa pra lá...
Como já estávamos na Av. 9 de Julio, fomos dar um passeio.
Obelisco - Av. 9 de Julio
Obelisco - Av. 9 de Julio
Demos uma volta pela Avenida e, com o dia já se pondo, voltamos ao hotel para descansar um pouco. À noite, fomos (à pé) até a Calle Florida para tentar trocar dinheiro. O nosso receptivo da CVC havia nos dito que as casas de câmbio ficavam abertas até as 19h (então ficamos tranquilos). Nossa surpresa: as casas de câmbio fecham às 15h. Ficamos sem dinheiro local. 
Passeando pela Florida, ao atravessar a Avenida de Mayo, vimos uma construção ao fundo toda iluminada de luzes cor-de-rosa. Falei com o meu irmão "deve ser a Casa Rosada", e morremos de rir. E não é que era mesmo?


Casa Rosada - Plaza de Mayo - Buenos Aires
 Fomos até lá e descobrimos que aquela era a Plaza de Mayo, palco de lutas e revoluções. Lá estão vários prédios do governo e a Catedral Metropolitana (maravilhosa). Depois a gente volta nesse assunto.
Estávamos esgotados. Voltamos ao hotel e fomos dormir.

Um à parte: câmbio.
Tivemos muitas informações sobre câmbio antes de viajar. Todas elas nos alertavam a não trocar o dinheiro aqui no Brasil e nem mesmo no aeroporto de Buenos Aires, pois teríamos prejuízo. Nesses locais eles fazem o câmbio mais baixo.
Como não tínhamos a intenção de trocar grandes somas em dinheiro (preferíamos usar sempre o cartão de crédito), não fizemos muito alarde. Só queríamos dinheiro trocado para pegar táxi e fazer pequenos gastos (com lanche, café, ou pagar entrada em alguns lugares).
Sabíamos que o câmbio Real x Peso Argentino estava em torno de $2,20 (segundo pesquisas que fizemos na internet um dia antes de viajar).
Deixamos para trocar o dinheiro em uma casa de Câmbio, que cobrou $2,17 (no aeroporto estava $2,09).

Outro à parte: segurança.
Lemos muita coisa falando sobre a quantidade de assaltos em Buenos Aires, principalmente no metrô. Evitamos esse meio de transporte, mas andamos de ônibus e achamos muito tranquilo. Andamos à noite pelas ruas, à pé, inclusive de madrugada. Não tivemos nenhum problema. Achamos a cidade muito tranquila, segura, com ruas bem movimentadas.
De qualquer maneira, andávamos sempre como o dinheiro (notas mais altas) dentro da doleira (aquela "pochete" que fica por dentro da roupa), por questão de segurança, e só andávamos com o dinheiro mais trocado na carteira. No final já estávamos mais desencanados, mas vale a dica.

A ida

Eis que chega o grande dia!
A expectativa quase nos mata... O medo de que encontrássemos mais alguma pedra no caminho foi terrível... Mas, enfim, tudo correu bem.
Chegamos com a antecedência de 1h30 para o embarque. Detalhe que o aeroporto está em obras e tudo lá está um caos!
Fomos fazer o check in e fomos recepcionados por um gentil funcionário da TAM que fez o nosso check in no painel eletrônico e fomos depois despachar as bagagens. Tudo tranquilo. Subimos para a área de embarque e sofremos a dolorosa espera...
Para nossa surpresa (ou não), quando faltavam 10 min para o embarque fomos notificados que o vôo para São Paulo atrasaria 40 min, devido à chuva naquela capital (ô lugarzinho abençoado...). Mais espera...
Dado o horário determinado, fizemos o embarque. O avião estava absolutamente lotado!  Nem um lugarzinho vazio... O vôo que estava previsto para as 13h50 saiu às 14h30.
Ficamos na expectativa do serviço de bordo, principalmente porque, pelo horário previsto para o embarque e a antecedência que tivemos que chegar ao aeroporto, tivemos que almoçar muito cedo. A esta hora já estávamos com fome! Só de pensar em receber barrinha de cereal ficávamos frustrados.
Enfim, eis que chega o serviço de bordo:

Serviço de bordo. Vôo TAM BH (Confins) / São Paulo (Congonhas)

Surpresa! Veio essa bandejinha com 1 pacotinho contendo 2 biscoitos Cream Cracker, 1 queijinho Polenguinho sabor pizza, 1 bolinho de baunilha com recheio de chocolate e bebida para acompanhar (que podia ser refrigerante, suco ou água). Primeira grande surpresa dessa viagem. Começamos bem!
O vôo seguiu tranquilamente até nos aproximarmos de São Paulo, quando começaram algumas turbulências. Nada aterrorizante, mas não pude evitar a lembrança de que, exatamente naquele dia estavam completando 5 anos do acidente com o vôo da TAM no aeroporto de Congonhas (aquele que passou direto na pista e bateu no prédio da TAM cargo). Comecei a ter um frio na barriga... Faltando pouco para chegarmos o nosso piloto nos deu a notícia que o aeroporto de Congonhas estava fechado devido ao mau tempo em São Paulo e que ficaríamos sobrevoando a cidade de Araraquara até que estivesse liberado - caso contrário, pousaríamos em Araraquara mesmo. Depois de um tempo "gastando combustível" o piloto nos avisou que o aeroporto de Congonhas havia sido liberado e iríamos pousar lá mesmo. A hora do pouso foi terrível!!! Minha cabeça já estava a milhão nessa hora. Só conseguia pensar no acidente de 2007...  Ainda tinha uma chuvinha fina, a pista estava muito molhada, havia neblina... Quando o avião tocou a pista eu só conseguia pensar: "freia... freia...".
Enfim, o avião parou! UFA!
Desembarcamos às 16h10 e fomos pegar o ônibus da conexão para Guarulhos. A fila estava kilométrica! Tinha um ônibus saindo, mas já estava cheio! Ficamos para pegar o próximo, dali a 1  hora. O frio estava cortando a pele. Se em São Paulo está assim imagina o que nos espera em Buenos Aires... Como estava chovendo de novo (ajuda aí né, São Pedro!), essa 1hora se estendeu, o ônibus demorou a chegar, e só conseguimos embarcar às 18h30.
Fim da história?
Bem que eu queria....
Até chegar à Via Dutra, o ônibus foi andando devagar (lembre-se que estava chovendo e já estávamos no horário do rush!), mas foi andando. Ao chegar na Dutra, tudo parou! Andávamos a passos de tartaruga com reumatismo... Demoramos mais de 3 horas para chegar ao Aeroporto de Guarulhos (depois ficamos sabendo que tinha tido um capotamento de caminhão na Ayrton Senna e a pista estava interditada!). Várias pessoas que estavam no ônibus perderam vôos, inclusive internacionais. Nosso vôo era só no dia seguinte, mas, mesmo assim, já estávamos aflitos pela demora, cansados, com fome... Chegamos ao aeroporto às 21h50 e fomos comer alguma coisa.

Pizza Hut - Aeroporto de Guarulhos/SP

Matamos a saudade da Pizza Hut (já que em BH todas as casas fecharam!). Não sei se a fome era negra ou se a pizza era boa demais, mas comemos feito gente grande!
Fomos pegar a van para o Hotel (Panamby) e chegamos (finalmente!) às 22h50.
Dia comprido... dia cumprido... cansativo... Apenas o 1º dia da nossa maratona...

Um à parte sobre o hotel.
A escolha do hotel foi completamente aleatória. Joguei no Google "hotel próximo ao aeroporto de Guarulhos" e fui escolhendo, dentre as opções, aquelas que cabiam no nosso bolso e que tivessem acomodação para 3 pessoas. Não tinha nenhuma indicação.
Pelo site, escolhi o Hotel Panamby (www.panamby.com.br)



O hotel fica às margens da Via Dutra, a uns 9 km do aeroporto de Guarulhos, mas não tivemos nenhum problema com barulho da rodovia.
O hotel é uma graça, confortável, as camas são box e enormes, o chuveiro é ótimo, a água da pia e do chuveiro são aquecidas, assim como o quarto também é aquecido. A diária no quarto triplo ficou em R$ 260,00. O café da manhã é pago à parte: R$14,00 por pessoa. Mas é bem farto, variado e uma delícia!
Valeu muito à pena. Recomendo!

Outro à parte: as malas.
Sabendo de toda a confusão que costuma rolar nos bastidores dos aeroportos, tínhamos decidido que empacotaríamos as malas a fim de evitar futuros problemas. Mas assustamos quandou soubemos que para empacotar cada mala teríamos que pagar R$30,00. Fazendo as contas de 3 malas e 5 embarques durante a viagem, achamos o valor meio salgado...
Solução: compramos um rolo de filme plástico comercial (com 30m, eu acho) que custou uns R$30,00 empacotamos as malas e levamos conosco, para fazer o mesmo procedimento a cada embarque. Bacana!